Catarata após cirurgia de retina: posso operar novamente?

Desenvolvi catarata depois de uma cirurgia de retina: posso operar novamente?

Uma pessoa passa por uma cirurgia para tratar um descolamento de retina, buraco macular, membrana epirretiniana ou outra doença do segmento posterior do olho.

A recuperação acontece, a retina começa a ser acompanhada e, algum tempo depois, surge um novo problema: a visão fica progressivamente mais embaçada.

Durante uma consulta, vem outro diagnóstico:

catarata.

Para quem já passou por uma cirurgia ocular importante, é natural surgir preocupação.

A pergunta costuma ser direta:

“É possível fazer cirurgia de catarata em um olho que já foi operado da retina?”

Em muitos casos, sim.

Ter realizado uma vitrectomia ou outra cirurgia de retina não impede automaticamente uma futura cirurgia de catarata. Porém, esse olho possui um histórico diferente e pode exigir planejamento mais detalhado, tanto para a cirurgia quanto para a escolha da lente intraocular e para a definição das expectativas visuais.

Um estudo publicado em 2026 na revista Ophthalmology Retina, utilizando dados do IRIS Registry da American Academy of Ophthalmology, analisou 181.540 olhos submetidos à vitrectomia. Entre os olhos que ainda possuíam o cristalino natural no momento da cirurgia, a probabilidade de realização de cirurgia de catarata nos dois anos seguintes foi de aproximadamente 46%. PubMed

Esse dado mostra por que o acompanhamento do cristalino é tão importante depois de determinados procedimentos retinianos.

 

O que é uma vitrectomia?

A vitrectomia é uma cirurgia realizada para tratar diferentes doenças que envolvem o vítreo e a retina.

O vítreo é uma substância gelatinosa que ocupa grande parte do interior do olho.

Durante a vitrectomia, o cirurgião remove parte ou grande parte desse gel para conseguir acessar e tratar as estruturas do fundo do olho.

A técnica pode fazer parte do tratamento de condições como descolamento de retina, buraco macular, membrana epirretiniana e algumas complicações da retinopatia diabética.

Dependendo da doença, o procedimento também pode envolver laser, gás ou óleo de silicone dentro do olho. O National Eye Institute explica que a estratégia utilizada depende do tipo e da extensão do problema retiniano. Instituto Nacional de Olhos

Por que a catarata pode aparecer depois da vitrectomia?

A catarata acontece quando o cristalino, que normalmente é transparente, perde progressivamente sua transparência.

O cristalino fica localizado atrás da íris e participa da focalização da luz.

O envelhecimento é uma das principais razões para o desenvolvimento de catarata, mas a cirurgia de vitrectomia pode acelerar esse processo em determinados pacientes.

Uma das hipóteses mais estudadas envolve a mudança na distribuição de oxigênio dentro do olho depois que o gel vítreo é removido.

O cristalino passa a ser exposto a um ambiente diferente daquele existente antes da cirurgia, o que pode favorecer alterações oxidativas e acelerar determinadas formas de catarata.

Uma revisão publicada em Current Opinion in Ophthalmology descreve a formação de catarata como uma das principais consequências observadas após vitrectomia e ressalta que o problema é especialmente frequente em pacientes mais velhos. PubMed

Todo paciente que faz vitrectomia desenvolve catarata?

Não necessariamente.

O risco varia de acordo com idade, condição do cristalino antes da cirurgia, doença que levou à vitrectomia, técnica utilizada e outras características individuais.

É importante também diferenciar duas coisas.

Uma pessoa pode já apresentar catarata inicial antes da cirurgia da retina e perceber sua progressão posteriormente.

Em outra situação, o cristalino pode estar relativamente transparente antes do procedimento e apresentar opacificação mais rápida depois da vitrectomia.

Por isso, cada paciente precisa ser acompanhado individualmente.

Catarata depois de descolamento de retina é comum?

Pode acontecer com frequência, principalmente quando o tratamento do descolamento envolveu vitrectomia.

No estudo do IRIS Registry de 2026, a vitrectomia realizada em razão de descolamento de retina esteve associada a maior probabilidade de cirurgia de catarata posterior quando comparada ao grupo de referência do estudo. Idade mais avançada e catarata já presente no início também foram fatores relevantes. PubMed

Isso não significa que a cirurgia da retina tenha sido “mal sucedida”.

São problemas diferentes.

A primeira cirurgia pode ter sido fundamental para preservar ou recuperar a retina, enquanto a catarata pode surgir posteriormente como uma nova limitação óptica.

Quanto tempo depois da cirurgia de retina a catarata pode aparecer?

Não existe um prazo igual para todas as pessoas.

Em alguns pacientes, a progressão se torna perceptível em poucos meses.

Em outros, pode levar anos até que a opacidade seja suficiente para interferir de maneira importante na visão.

O fato de existir uma catarata inicial também não significa que a cirurgia precise ser realizada imediatamente.

De modo geral, a indicação considera o quanto a catarata está prejudicando atividades como leitura, direção, trabalho, uso de telas e outras tarefas importantes para o paciente.

Como saber se a visão piorou por causa da catarata ou da retina?

Essa é uma das partes mais importantes da avaliação.

A catarata interfere na passagem da luz porque o cristalino deixa de ser transparente.

Já uma doença da retina compromete a estrutura responsável por captar e processar essa luz.

Os dois problemas podem causar visão embaçada, mas por mecanismos diferentes.

Imagine, por exemplo, uma pessoa que teve um descolamento de retina envolvendo a mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes.

Mesmo após a retina ser reposicionada, podem permanecer limitações visuais.

Se essa pessoa desenvolver catarata posteriormente, retirar o cristalino opaco pode melhorar a parcela da visão comprometida pela catarata, mas não é possível garantir que sejam eliminadas as limitações provocadas pela lesão retiniana anterior.

Essa diferença precisa ser explicada antes da cirurgia.

Quem já operou a retina pode fazer cirurgia de catarata?

Em muitos casos, pode.

A vitrectomia prévia não é uma contraindicação automática para cirurgia de catarata.

Porém, olhos já vitrectomizados apresentam algumas particularidades anatômicas.

A ausência do vítreo pode modificar a dinâmica interna do olho durante a cirurgia. Além disso, alguns pacientes podem apresentar maior fragilidade capsular ou alterações da estabilidade das estruturas que sustentam o cristalino.

Uma revisão recente sobre cirurgia de catarata após vitrectomia destaca justamente a necessidade de considerar essas diferenças durante o planejamento cirúrgico. PubMed

Isso não significa que todo paciente terá complicações.

Significa que o oftalmologista precisa saber detalhadamente o histórico daquele olho antes de planejar o procedimento.

A retina precisa estar recuperada antes da cirurgia de catarata?

De modo geral, é importante que a situação retiniana esteja suficientemente estável para que a cirurgia de catarata possa ser planejada com segurança.

Entretanto, “retina estável” não significa exatamente a mesma coisa para todos os pacientes.

Uma pessoa operada de descolamento de retina pode precisar de uma avaliação diferente daquela que passou por vitrectomia para tratar uma membrana epirretiniana.

Também é necessário saber se ainda existe gás ou óleo de silicone dentro do olho.

Um consenso internacional publicado em 2025 sobre cirurgia de descolamento regmatogênico da retina reforça que decisões cirúrgicas devem considerar características individuais, como estado do cristalino, tipo de descolamento e características do procedimento retiniano. PubMed

Por isso, não existe um prazo universal do tipo “todo paciente pode operar catarata seis meses depois”.

A decisão é individual.

Posso operar catarata se ainda tenho óleo de silicone no olho?

É uma situação possível, mas que exige avaliação específica.

O óleo de silicone pode ser utilizado em determinados procedimentos para ajudar a manter a retina em posição durante o processo de tratamento.

Em alguns pacientes, ele permanece no olho durante um período prolongado.

Sua presença pode interferir no planejamento da cirurgia de catarata e inclusive nas medições utilizadas para calcular a lente intraocular.

Dependendo do caso, o especialista pode optar por remover o óleo antes, durante outro procedimento ou em momento diferente da cirurgia de catarata.

Não existe uma estratégia única aplicável a todos.

Quais exames podem ser necessários antes da cirurgia?

O planejamento geralmente começa com um exame oftalmológico completo.

Também é realizada a biometria, exame utilizado para calcular a potência da lente intraocular que substituirá o cristalino.

Dependendo do histórico, podem ser avaliados ainda córnea, pressão intraocular, superfície ocular, retina e mácula.

A tomografia de coerência óptica, conhecida como OCT, pode ser particularmente útil quando existe histórico de alteração macular.

O objetivo não é apenas determinar se a catarata pode ser removida.

Também é compreender qual é o potencial visual daquele olho e quais fatores precisam ser considerados antes de escolher a lente.

Por que a biometria merece atenção especial?

A lente intraocular precisa ser calculada antes da cirurgia.

Esse cálculo utiliza medidas do olho para estimar a potência necessária da lente.

Em olhos previamente vitrectomizados, determinadas características anatômicas e o histórico cirúrgico podem tornar a previsão refrativa um pouco mais desafiadora.

A literatura recente discute justamente a necessidade de planejamento cuidadoso e o uso de fórmulas modernas de cálculo de lente nesses pacientes. PubMed

Quando existe óleo de silicone, outras particularidades também precisam ser levadas em consideração.

Qual lente intraocular é melhor depois de uma cirurgia de retina?

Não existe uma lente universalmente ideal para todos os pacientes.

A escolha precisa considerar a saúde da retina, córnea, astigmatismo, características do olho e objetivos visuais da pessoa.

Em alguns casos, uma lente monofocal pode ser uma escolha importante.

Quando existe astigmatismo corneano regular e critérios adequados, uma lente tórica pode ser considerada.

Já lentes que dividem a luz para oferecer diferentes focos exigem uma avaliação mais criteriosa quando existem alterações retinianas, especialmente aquelas que já reduzem contraste ou qualidade visual.

A pergunta mais adequada não é:

“Qual é a lente mais moderna?”

É:

“Qual lente faz mais sentido para a condição atual deste olho?”

Quem já operou a retina pode colocar lente multifocal?

Não existe uma resposta única.

A indicação depende principalmente da qualidade da retina e da função macular.

Lentes multifocais ou outras tecnologias destinadas a ampliar a faixa visual podem reduzir contraste em determinadas situações.

Se o paciente já apresenta uma limitação retiniana, esse aspecto precisa ser cuidadosamente considerado.

Por isso, a escolha deve ser feita depois de avaliação individual e discussão das expectativas.

A visão pode melhorar depois da cirurgia de catarata?

Sim, principalmente quando a catarata representa uma parcela importante da perda visual.

Mas a cirurgia de catarata trata o cristalino opaco.

Ela não apaga alterações estruturais já existentes na retina.

O National Eye Institute reforça que o resultado visual da cirurgia de catarata também depende das demais condições oculares do paciente. Instituto Nacional de Olhos

Por isso, duas pessoas com catarata aparentemente semelhante podem apresentar resultados visuais diferentes se uma delas já tiver uma doença retiniana importante.

Posso voltar a enxergar como antes do descolamento de retina?

Não é possível prometer.

O resultado depende de fatores como extensão do descolamento anterior, envolvimento ou não da mácula, recuperação retiniana e situação atual do olho.

Algumas pessoas percebem melhora visual expressiva depois que a catarata é removida.

Outras melhoram, mas continuam apresentando distorções ou limitações decorrentes da retina.

Ter expectativas realistas é parte fundamental do planejamento.

Cirurgia de catarata pode causar novo descolamento de retina?

Descolamento de retina está entre as possíveis complicações da cirurgia de catarata, embora não seja o resultado esperado na maioria dos pacientes.

O National Eye Institute inclui descolamento de retina entre os riscos possíveis da cirurgia de catarata. Instituto Nacional de Olhos

Quando existe histórico prévio de descolamento ou cirurgia retiniana, essa informação deve ser considerada na avaliação de risco.

Dependendo do caso, pode ser indicada uma avaliação detalhada da retina antes da nova cirurgia.

Isso não significa que uma pessoa que já teve descolamento não possa operar catarata.

Significa que o histórico precisa fazer parte do planejamento.

E se a retina ainda tiver algum problema?

Nem sempre catarata e retina precisam ser tratadas como problemas completamente separados.

Em determinados pacientes, pode ser necessário primeiro estabilizar uma condição retiniana.

Em outros casos, o tratamento da catarata pode inclusive melhorar a visualização do fundo do olho e facilitar o acompanhamento ou tratamento da retina.

O National Eye Institute observa que, em alguns pacientes, a remoção da catarata também pode ser indicada quando a opacidade do cristalino dificulta a avaliação e o tratamento de doenças localizadas no fundo do olho. Instituto Nacional de Olhos

A cirurgia é tecnicamente diferente em um olho vitrectomizado?

O princípio continua sendo remover o cristalino opaco e implantar uma lente intraocular.

Entretanto, o cirurgião precisa estar preparado para diferenças no comportamento interno do olho.

A revisão de Lee, Jun e Afshari publicada em 2025 destaca desafios relacionados a estabilidade zonular, alterações capsulares e previsibilidade refrativa em olhos previamente vitrectomizados. PubMed

Por isso, informar cirurgias anteriores é extremamente importante mesmo que tenham ocorrido muitos anos antes.

Como é a recuperação?

Depois da cirurgia de catarata, são utilizados colírios e realizados retornos para acompanhar inflamação, pressão intraocular, cicatrização e evolução visual.

Em pacientes com histórico retiniano, a retina também pode precisar continuar sendo acompanhada.

A recuperação depende das características do procedimento e da saúde global do olho.

Não compare automaticamente a sua recuperação com a de alguém que nunca realizou cirurgia de retina.

Quais sinais exigem atendimento rápido?

Depois de qualquer cirurgia ocular, determinadas alterações não devem ser ignoradas.

Procure avaliação médica rapidamente diante de perda súbita ou importante da visão, aumento repentino de moscas volantes, flashes luminosos, sensação de sombra ou “cortina” no campo visual ou dor ocular intensa.

Flashes, surgimento súbito de muitas moscas volantes e uma sombra semelhante a uma cortina são sinais clássicos que podem ocorrer em descolamento de retina e exigem avaliação imediata. Instituto Nacional de Olhos

Preciso levar documentos da cirurgia de retina?

Se você possui relatórios, exames ou registros da cirurgia anterior, vale levá-los para a consulta.

Informações particularmente úteis incluem o motivo da vitrectomia, existência de descolamento de retina, utilização de gás ou óleo de silicone, tratamentos posteriores e exames de OCT ou mapeamento de retina.

Esses dados ajudam o médico a reconstruir a história do olho e discutir melhor os riscos e as expectativas.

Catarata após cirurgia de retina em Brasília

Pacientes que desenvolveram catarata depois de uma cirurgia da retina precisam de uma avaliação que considere as duas partes do problema.

Na Blink Oftalmologia, o atendimento pode integrar a avaliação de catarata com a investigação da condição atual da retina.

A clínica possui atendimento em catarata e também uma área dedicada a Retina e Vítreo, com recursos como mapeamento de retina, retinografia e OCT para investigação do segmento posterior. Blink Oftalmologia

Essa integração é especialmente importante quando existe dúvida sobre quanto da perda visual está sendo provocada pela catarata e quanto está relacionado à doença retiniana anterior.

Dr. Fabrício Gomes de Freitas — catarata em Brasília

Na Blink Oftalmologia, o Dr. Fabrício Gomes de Freitas — CRM-DF 34226 · RQE 25316 atua em catarata, cirurgia refrativa e Oftalmologia de adultos.

Sua formação inclui residência médica em Oftalmologia pelo Hospital das Clínicas da UNICAMP, e a Blink o apresenta em seu corpo clínico com atuação focada em catarata e cirurgia refrativa. Blink Oftalmologia

Para pacientes que já passaram por cirurgia da retina, a consulta permite avaliar se a catarata está contribuindo significativamente para a perda visual e quais exames adicionais serão necessários antes de considerar uma nova cirurgia.

Perguntas frequentes sobre catarata após cirurgia de retina

Quem operou descolamento de retina pode fazer cirurgia de catarata?

Em muitos casos, sim. O histórico de descolamento não representa contraindicação automática. A condição atual da retina precisa ser avaliada antes do planejamento.

Por que a catarata aparece depois da vitrectomia?

A retirada do vítreo modifica o ambiente interno do olho e pode acelerar alterações do cristalino. Idade e catarata pré-existente também influenciam.

É comum precisar operar catarata depois da vitrectomia?

Sim, é uma situação frequente. Em um grande estudo do IRIS Registry publicado em 2026, 46% dos olhos fáquicos avaliados passaram por cirurgia de catarata nos dois anos seguintes à vitrectomia. PubMed

Quanto tempo depois da vitrectomia posso operar catarata?

Não existe prazo universal. É necessário considerar a estabilidade da retina, o motivo da cirurgia anterior e o quanto a catarata está prejudicando a visão.

É possível operar se ainda houver óleo de silicone?

Existem situações em que isso pode ser considerado, mas o planejamento é específico e pode envolver estratégias diferentes.

Qual lente é melhor para quem já operou a retina?

A escolha depende da condição retiniana, córnea, astigmatismo e objetivos visuais. Não existe uma única lente ideal para todos.

Posso colocar uma lente multifocal?

Depende principalmente da saúde da retina e da qualidade visual potencial. A indicação deve ser criteriosa.

A cirurgia de catarata recupera a visão perdida pelo descolamento?

Ela pode recuperar a parcela de visão prejudicada pela catarata, mas não corrige automaticamente danos estruturais provocados anteriormente na retina.

Preciso passar novamente pelo especialista em retina?

Em alguns casos, sim. Dependendo do histórico e dos achados atuais, o cirurgião de catarata pode solicitar uma avaliação retiniana complementar.

Onde fazer avaliação de catarata depois de uma cirurgia de retina em Brasília?

A Blink Oftalmologia oferece atendimento em catarata com o Dr. Fabrício Gomes de Freitas e possui também estrutura para avaliação de Retina e Vítreo.

Agende sua avaliação na Blink Oftalmologia

Se você já realizou uma cirurgia de retina e agora recebeu diagnóstico de catarata, o histórico do olho precisa fazer parte do planejamento da nova cirurgia.

Não se trata apenas de retirar o cristalino opaco.

É necessário avaliar a retina, estimar o potencial visual, realizar as medidas para a lente intraocular e escolher uma estratégia compatível com aquele olho.

Na Blink Oftalmologia, o Dr. Fabrício Gomes de Freitas — CRM-DF 34226 · RQE 25316 atua na avaliação e tratamento de catarata.

Ligue ou entre em contato pelo WhatsApp +55 61 98133-1005 para marcar sua consulta.

Blink Oftalmologia — Brasília/DF
Unidades: Águas Claras e Asa Norte

Referências bibliográficas

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Aviso editorial: este conteúdo possui finalidade educativa e informativa e não substitui consulta médica. A possibilidade, o momento e a técnica da cirurgia de catarata após uma cirurgia de retina dependem da condição atual da retina, do cristalino, da córnea e das demais características de cada olho.