Grávida pode fazer cirurgia de catarata? Entenda quando é possível e por que geralmente é adiada – Doutor Fabrício Gomes de Freitas

Grávida pode fazer cirurgia de catarata? Entenda quando é possível e por que geralmente é adiada

Descobrir uma catarata durante a gravidez pode gerar uma dúvida imediata:

“Posso fazer a cirurgia de catarata estando grávida?”

Na maioria das situações, quando a catarata permite aguardar sem colocar em risco a saúde ocular da paciente, a cirurgia é programada para depois da gestação.

Mas isso não significa que exista uma proibição absoluta.

A orientação médica é mais precisa: cirurgias eletivas costumam ser adiadas durante a gravidez, enquanto procedimentos considerados clinicamente necessários podem ser realizados quando o benefício para a mãe supera os riscos e o adiamento pode trazer prejuízo.

Essa diferença é importante.

A cirurgia de catarata é frequentemente um procedimento programado. Por isso, quando é possível esperar com segurança, evita-se realizar durante a gestação uma intervenção que envolve preparo pré-operatório, dilatação da pupila, anestesia, medicamentos perioperatórios e tratamento pós-operatório.

Por outro lado, casos excepcionais precisam ser avaliados individualmente pelo oftalmologista, obstetra e, quando necessário, anestesiologista.

Então grávida não pode operar catarata?

Não é correto responder simplesmente “não pode”.

O American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), em conjunto com a American Society of Anesthesiologists, orienta que cirurgias eletivas sejam adiadas até depois do parto.

Ao mesmo tempo, as entidades deixam claro que uma gestante não deve ter uma cirurgia clinicamente necessária negada ou indevidamente adiada apenas por estar grávida.

Portanto, existem duas situações diferentes:

Catarata que pode aguardar: a tendência é programar a cirurgia para depois da gestação.

Problema ocular que ameaça significativamente a visão ou a saúde do olho: pode existir indicação de intervenção durante a gravidez após avaliação individualizada.

Na prática, a decisão depende muito mais da gravidade do quadro do que de uma regra absoluta.

Por que a cirurgia de catarata costuma ser adiada durante a gravidez?

A principal razão não é que a cirurgia de catarata seja automaticamente perigosa para toda gestante.

O ponto central é que ela costuma ser uma cirurgia eletiva.

Quando um procedimento pode ser realizado depois do parto sem prejuízo relevante para a paciente, geralmente não há justificativa para acrescentar exposições medicamentosas, anestésicas e perioperatórias durante a gestação.

Além disso, a gravidez provoca mudanças fisiológicas em praticamente todo o organismo — inclusive nos olhos.

Essas mudanças precisam ser consideradas antes de decidir o momento mais adequado para uma cirurgia ocular.

A gravidez pode modificar os olhos?

Sim.

A gravidez provoca importantes alterações hormonais, cardiovasculares, metabólicas e de retenção de líquidos.

O sistema visual também pode apresentar mudanças durante esse período.

Estudos e revisões científicas descrevem alterações em parâmetros como:

• refração, ou seja, o grau dos olhos;
• espessura da córnea;
• curvatura corneana;
• pressão intraocular;
• superfície ocular e filme lacrimal;
• tolerância às lentes de contato.

Algumas dessas alterações são discretas e temporárias, mas demonstram que o olho durante a gravidez não necessariamente se encontra exatamente nas mesmas condições fisiológicas de antes da gestação.

Uma revisão publicada em 2024 no Clinical & Experimental Ophthalmology reforça que a gravidez pode produzir tanto mudanças fisiológicas quanto alterações relacionadas a doenças oculares preexistentes.

A gravidez pode mudar o grau?

Pode.

Estudos demonstraram que algumas gestantes apresentam mudanças refrativas temporárias.

Em um estudo que avaliou alterações visuais durante a gestação, mulheres que relataram mudanças na visão apresentaram aumento temporário da miopia, com tendência de retorno para valores próximos aos anteriores após o parto.

Isso não significa que toda gestante terá mudança de grau.

Significa que o estado refrativo pode sofrer influência da gravidez em determinadas pacientes.

Essa informação é importante porque, durante a cirurgia de catarata, o cristalino natural é substituído por uma lente intraocular artificial.

A escolha dessa lente exige medições muito precisas.

O cálculo da lente intraocular também merece atenção

Na cirurgia de catarata, não basta simplesmente remover o cristalino opacificado.

Antes da operação, são realizadas medições para calcular a potência da lente intraocular que será implantada dentro do olho.

Entre os parâmetros avaliados estão características da córnea e dimensões internas do olho.

Estudos já identificaram mudanças em determinados parâmetros do segmento anterior ocular durante a gravidez, inclusive diferenças em medidas corneanas e na pressão intraocular.

Isso não significa que seja impossível calcular uma lente intraocular durante a gestação.

Entretanto, em um procedimento eletivo no qual buscamos o máximo de precisão possível, realizar o planejamento quando as condições fisiológicas estão mais estáveis é uma estratégia razoável.

O problema é a anestesia?

Não exatamente.

Esse é um ponto importante porque existe muita informação imprecisa sobre o assunto.

Não é correto afirmar simplesmente que “grávidas não podem receber anestesia”.

Segundo o ACOG e a American Society of Anesthesiologists, os agentes anestésicos atualmente utilizados não demonstraram efeitos teratogênicos em humanos quando administrados nas concentrações habituais.

A questão é outra:

se a cirurgia não precisa ser realizada naquele momento, por que expor mãe e bebê a um procedimento adicional durante a gestação?

Por isso, procedimentos eletivos são preferencialmente adiados.

Quando uma cirurgia é realmente necessária, a gravidez por si só não constitui motivo para impedir o tratamento.

Como é feita a anestesia na cirurgia de catarata?

A cirurgia moderna de catarata é frequentemente realizada utilizando anestesia tópica, aplicada na superfície do olho, podendo existir variações conforme as características da paciente e a estratégia da equipe cirúrgica.

Uma revisão sobre anestesia em cirurgia oftalmológica descreve os anestésicos tópicos como a modalidade mais utilizada em diversas cirurgias oculares, incluindo catarata.

Em determinados casos, podem ser considerados bloqueios regionais ou outras formas de anestesia.

Para uma paciente grávida, qualquer planejamento anestésico precisa levar em consideração não apenas o olho, mas também idade gestacional, condições clínicas da mãe, características da gravidez e orientação obstétrica.

A cirurgia de catarata utiliza outros medicamentos além da anestesia?

Sim.

Esse é outro motivo pelo qual a decisão não deve ser reduzida à pergunta “a anestesia é segura?”.

Uma cirurgia de catarata pode envolver medicamentos antes, durante e depois do procedimento.

Dependendo do protocolo, podem ser utilizados:

• colírios para dilatação da pupila;
• anestésicos locais ou tópicos;
• antibióticos;
• corticosteroides;
• anti-inflamatórios não esteroidais;
• outros medicamentos conforme as características do olho e da paciente.

Cada medicamento possui um perfil diferente de absorção e de evidências durante a gravidez.

Por isso, uma eventual cirurgia em uma gestante precisa ter o esquema medicamentoso revisto individualmente.

E os colírios para dilatar a pupila?

Para operar catarata, normalmente é necessária uma dilatação adequada da pupila.

Tropicamida e fenilefrina são medicamentos frequentemente utilizados para produzir essa dilatação.

Embora a absorção sistêmica de colírios oftalmológicos seja muito menor do que a de muitos medicamentos administrados por via oral ou intravenosa, ela não é necessariamente zero.

Parte do medicamento aplicado no olho pode alcançar a circulação sistêmica através da superfície ocular e da drenagem pelo sistema lacrimal.

Por isso, medicamentos oftalmológicos durante a gravidez devem ser utilizados com avaliação de risco e benefício.

Para exames oftalmológicos, pequenas doses ocasionais de determinados dilatadores são consideradas aceitáveis em algumas referências, mas a utilização perioperatória deve ser avaliada de maneira específica.

Colírio aplicado no olho chega ao organismo?

Pode chegar em pequenas quantidades.

Apesar de o medicamento ser aplicado localmente, uma parte pode ser absorvida pela conjuntiva ou passar pelo ducto lacrimal até a mucosa nasal, onde pode entrar na circulação sanguínea.

É justamente por isso que existe uma técnica chamada oclusão nasolacrimal.

Após a aplicação do colírio, pode-se pressionar suavemente a região do canto interno do olho para reduzir sua drenagem para o nariz e, consequentemente, diminuir a absorção sistêmica.

Essa é uma das estratégias utilizadas quando é necessário empregar determinados medicamentos oftalmológicos em situações especiais.

E os anti-inflamatórios depois da cirurgia?

A inflamação pós-operatória precisa ser controlada depois de uma cirurgia de catarata.

Diretrizes contemporâneas de cirurgia de catarata incluem corticosteroides e/ou anti-inflamatórios não esteroidais entre as estratégias utilizadas no pós-operatório.

Durante a gravidez, entretanto, a escolha desses medicamentos requer atenção especial.

Os anti-inflamatórios não esteroidais, por exemplo, possuem considerações diferentes conforme o estágio da gestação.

A literatura médica aponta preocupação especialmente com o uso de AINEs em determinados períodos da gravidez e, particularmente, no final da gestação.

Isso não significa que uma pequena quantidade de qualquer colírio obrigatoriamente causará problemas.

Significa que uma cirurgia eletiva envolve medicamentos que precisam ser avaliados um a um quando a paciente está grávida.

Os corticoides oftalmológicos são proibidos durante a gravidez?

Também não é correto usar a palavra “proibidos” de maneira geral.

A literatura disponível sobre corticosteroides oftalmológicos durante a gestação é limitada, mas a exposição sistêmica decorrente do uso tópico ocular tende a ser pequena.

Alguns corticosteroides podem ser utilizados quando existe indicação médica e o benefício esperado justifica a exposição.

O importante é entender que uma paciente grávida não deve usar ou suspender medicamentos por conta própria.

A escolha depende do medicamento específico, da dose, da duração, do trimestre da gestação e da necessidade clínica.

Existe risco para o bebê por causa da cirurgia?

Essa pergunta precisa ser respondida com cautela.

Nenhuma cirurgia deve ser apresentada como “risco zero”, esteja a paciente grávida ou não.

Ao mesmo tempo, também não é correto criar a impressão de que uma anestesia ou cirurgia necessariamente provocará dano fetal.

O ACOG afirma que os agentes anestésicos atualmente utilizados não demonstraram teratogenicidade em humanos quando utilizados em concentrações clínicas habituais.

Quando uma cirurgia durante a gestação é necessária, o planejamento busca minimizar riscos e preservar a saúde da mãe e do feto.

Quando ela é eletiva, entretanto, o cenário é diferente: se podemos aguardar com segurança, geralmente existe pouco motivo para realizar naquele momento.

Existe um trimestre “seguro” para operar catarata?

Não existe um trimestre que transforme uma cirurgia eletiva desnecessária em uma cirurgia recomendada.

Para procedimentos clinicamente necessários, idade gestacional e características obstétricas fazem parte do planejamento.

Mas, no caso de uma catarata que pode aguardar, a recomendação geral continua sendo programar o tratamento para depois do parto.

Portanto, a pergunta mais importante não é:

“Qual é o melhor trimestre para operar?”

E sim:

“Existe uma razão médica para que essa cirurgia precise ser realizada durante a gravidez?”

Na maioria das cataratas eletivas, a resposta será não.

Quando uma cirurgia ocular pode ser necessária durante a gravidez?

Existem doenças oftalmológicas que não podem simplesmente esperar nove meses.

Uma perda visual rapidamente progressiva, aumento importante da pressão intraocular, inflamação grave, trauma ocular, doença retiniana ameaçadora à visão ou outras complicações podem exigir intervenção durante a gestação.

Nesses casos, o princípio médico muda.

O risco de não tratar passa a ser comparado ao risco potencial de tratar.

A decisão precisa ser individualizada e, dependendo da situação, pode envolver oftalmologista, obstetra, anestesiologista e outros profissionais.

Uma catarata comum geralmente pode esperar?

Na maioria dos casos, sim.

A catarata relacionada à idade geralmente evolui de maneira progressiva, e a cirurgia costuma ser indicada quando a perda visual começa a interferir significativamente na vida do paciente.

Uma gestante que apresenta catarata precisa ser examinada para determinar:

• qual é o grau de opacificação do cristalino;
• quanto da perda visual é realmente causada pela catarata;
• se existe outra doença ocular associada;
• se a visão está estável ou piorando rapidamente;
• se existe risco em aguardar;
• se existem complicações que mudem a urgência do tratamento.

A partir dessas informações, o oftalmologista pode definir se o acompanhamento até o pós-parto é a conduta mais adequada.

Catarata durante a gravidez pode ser sinal de outra doença?

Dependendo da idade e da história clínica, sim.

A catarata é muito mais comum com o envelhecimento.

Por isso, quando aparece em uma mulher jovem, é importante investigar fatores que possam ter contribuído para o desenvolvimento precoce da opacidade do cristalino.

Entre as possibilidades estão:

• diabetes;
• uso prolongado de determinados corticosteroides;
• trauma ocular;
• inflamações dentro do olho;
• alterações metabólicas;
• cataratas congênitas ou de desenvolvimento;
• outras condições oculares ou sistêmicas.

Isso não significa que toda catarata em uma gestante tenha uma causa grave.

Significa apenas que, em pacientes jovens, entender por que a catarata surgiu também faz parte da avaliação.

Diabetes merece atenção especial na gestação

Mulheres com diabetes pré-existente precisam de atenção oftalmológica durante a gravidez não apenas por causa da catarata.

A gestação pode favorecer progressão da retinopatia diabética em pacientes que já possuem diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Uma meta-análise publicada no JAMA Ophthalmology mostrou que a progressão da retinopatia diabética durante a gestação continua sendo uma preocupação relevante.

Por isso, quando uma gestante diabética percebe piora da visão, não se deve concluir automaticamente que o problema é catarata.

A retina também precisa ser examinada.

Se a visão ficou embaçada durante a gravidez, significa catarata?

Não.

Visão embaçada durante a gravidez possui diversas possíveis causas.

Mudanças no grau, alterações da superfície ocular, olho seco, diabetes, alterações da pressão arterial e doenças da retina ou do nervo óptico podem provocar sintomas visuais.

Além disso, mudanças visuais associadas a hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia merecem atenção médica.

Por isso, uma gestante que percebe mudança importante ou repentina na visão deve procurar avaliação, em vez de presumir que se trata apenas de alteração hormonal ou catarata.

Quais sintomas precisam de avaliação rápida durante a gravidez?

Procure avaliação médica se houver:

• perda súbita da visão;
• grande piora visual em pouco tempo;
• flashes luminosos;
• aumento abrupto de moscas volantes;
• sombra ou “cortina” no campo visual;
• dor ocular importante;
• olho muito vermelho associado à perda visual;
• visão dupla de início recente;
• alteração visual associada a dor de cabeça intensa, pressão arterial elevada ou outros sintomas sistêmicos.

Esses sintomas não são típicos de uma catarata comum de evolução lenta e podem indicar outras condições.

E depois do parto, quando posso fazer a cirurgia de catarata?

Não existe necessariamente um prazo único válido para todas as mulheres.

Depois do parto, o oftalmologista pode reavaliar a acuidade visual, a córnea, o grau, a catarata, a retina e realizar as medidas necessárias para calcular a lente intraocular.

Também é importante informar se a paciente está amamentando, especialmente para que todos os medicamentos utilizados no período cirúrgico sejam analisados adequadamente.

O momento da cirurgia deve ser definido individualmente.

Grávidas podem fazer exame para diagnosticar catarata?

Sim.

A gravidez não impede uma avaliação oftalmológica.

O diagnóstico de catarata é realizado principalmente por meio de exame oftalmológico, incluindo avaliação do cristalino em lâmpada de fenda.

Quando existe necessidade de utilizar algum medicamento para dilatação pupilar ou realizar exames complementares, o oftalmologista pode escolher a estratégia apropriada e considerar a fase da gravidez.

Ter receio da cirurgia não deve fazer uma gestante adiar uma consulta necessária.

Avaliar não significa necessariamente operar.

Na maioria das vezes, a avaliação é justamente o que permite concluir que é seguro acompanhar e programar o procedimento para depois.

Perguntas frequentes

Grávida pode fazer cirurgia de catarata?

Cirurgias eletivas de catarata geralmente são adiadas até depois do parto. Entretanto, gravidez não constitui uma proibição absoluta para uma cirurgia necessária. Se existir risco significativo à saúde ocular ou à visão materna, o caso deve ser avaliado individualmente por uma equipe médica.

Por que cirurgia de catarata é evitada durante a gravidez?

Principalmente porque costuma ser uma cirurgia eletiva. Quando é possível aguardar sem prejuízo, prefere-se evitar um procedimento que envolve anestesia, dilatação pupilar, medicamentos perioperatórios e tratamento pós-operatório durante a gestação.

A anestesia da catarata faz mal ao bebê?

Não é correto afirmar dessa forma. O ACOG informa que os anestésicos atualmente utilizados não demonstraram efeitos teratogênicos em humanos quando administrados em concentrações clínicas habituais. A decisão depende da necessidade do procedimento e das condições maternas e fetais.

Colírio usado durante a cirurgia pode chegar ao bebê?

Uma pequena parcela de medicamentos oftalmológicos pode sofrer absorção sistêmica. Por isso, durante a gravidez, medicamentos devem ser selecionados com cuidado, utilizando a menor exposição necessária e técnicas para reduzir absorção sistêmica quando apropriado.

Posso fazer a cirurgia no segundo trimestre?

Para uma cirurgia eletiva de catarata que pode aguardar, o fato de estar no segundo trimestre não cria, por si só, indicação para operar. Se o procedimento for clinicamente necessário, a idade gestacional será considerada no planejamento multidisciplinar.

A gravidez pode piorar a catarata?

A gravidez provoca diversas alterações oculares, mas não existe evidência de que uma catarata comum obrigatoriamente progrida apenas por causa da gestação. Se houver piora visual, outras causas também precisam ser investigadas.

Minha visão piorou muito durante a gravidez. É catarata?

Não necessariamente. Mudanças de grau, alterações corneanas, olho seco, doenças retinianas, diabetes, hipertensão gestacional e outras condições podem alterar a visão durante a gravidez. Uma avaliação oftalmológica é necessária para identificar a causa.

Cirurgia de catarata em Brasília: avaliação na Blink Oftalmologia

Na Blink Oftalmologia, pacientes com catarata podem realizar avaliação especializada com o Dr. Fabrício Gomes Freitas, que atua nas áreas de catarata e cirurgia refrativa.

No caso de uma paciente grávida, a primeira etapa não é simplesmente marcar uma cirurgia.

É compreender o que está causando a perda visual, determinar a intensidade da catarata, avaliar o restante do olho e estabelecer se existe segurança para aguardar até depois da gestação.

Quando a cirurgia pode ser adiada, o acompanhamento permite planejar o procedimento posteriormente, com novas medições e escolha individualizada da lente intraocular.

Quando existe alguma situação incomum que possa exigir tratamento antes disso, a decisão precisa considerar conjuntamente a saúde ocular da mãe, a gestação e a avaliação obstétrica.

Se você está grávida e recebeu diagnóstico de catarata ou percebeu piora da visão, uma avaliação oftalmológica pode ajudar a identificar a causa e definir o momento mais adequado para o tratamento.

Agende uma avaliação de catarata com o Dr. Fabrício Gomes Freitas na Blink Oftalmologia em Brasília.

Referências científicas

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Aviso editorial: este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação médica. Durante a gravidez, qualquer decisão sobre cirurgia, anestesia ou utilização de medicamentos deve ser individualizada e discutida com os profissionais responsáveis pela assistência oftalmológica e obstétrica.