Erros Refrativos: miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia
Grau de óculos mudou? Entenda miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia Visão embaçada para longe, dificuldade para ler de perto, letras distorcidas, cansaço visual e necessidade de afastar o celular para conseguir enxergar melhor podem estar relacionados aos chamados erros refrativos. Os principais são: miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. Essas condições alteram a maneira como a luz é focalizada dentro do olho e podem ser corrigidas, conforme o caso, com óculos, lentes de contato ou outras estratégias indicadas após avaliação oftalmológica. Na Blink Oftalmologia, em Brasília, pacientes podem realizar avaliação visual e atualização do grau dos óculos, além da investigação de outras possíveis causas para alterações da visão. O que são erros refrativos? Para enxergarmos com nitidez, a luz que entra no olho precisa ser focalizada corretamente sobre a retina. A retina fica na parte posterior do olho e transforma a luz em sinais que serão enviados ao cérebro. A córnea e o cristalino participam diretamente desse processo de focalização. Quando características como o comprimento do olho, a curvatura da córnea ou a capacidade de foco do cristalino fazem com que a luz não seja direcionada corretamente para a retina, ocorre um erro refrativo. O resultado mais comum é visão embaçada. Os quatro principais erros refrativos são: • Miopia; • Hipermetropia; • Astigmatismo; • Presbiopia. O que é miopia? A miopia é um erro refrativo em que objetos distantes tendem a ficar embaçados, enquanto a visão de perto pode permanecer mais nítida. Em muitos casos, a luz acaba sendo focalizada antes da retina, em vez de diretamente sobre ela. Isso pode acontecer quando o olho possui comprimento maior ou devido a características da córnea e do cristalino. Quais são os sintomas da miopia? Alguns sinais comuns incluem: • Dificuldade para enxergar placas à distância; • Dificuldade para reconhecer rostos de longe; • Aproximar-se de telas ou do quadro; • Apertar os olhos para tentar enxergar melhor; • Visão borrada para dirigir; • Dificuldade maior à noite; • Dor de cabeça ou cansaço visual em determinados pacientes. A miopia costuma começar na infância ou adolescência, mas também pode apresentar mudanças ao longo da vida. Miopia pode aumentar? Pode. Especialmente durante infância e adolescência, o grau pode mudar à medida que o olho cresce. Por isso, crianças e adolescentes míopes precisam de acompanhamento periódico. Em adultos, alterações do grau também podem acontecer. Uma mudança importante ou rápida na visão merece avaliação, pois nem toda piora visual é explicada apenas pela miopia. O que é hipermetropia? Na hipermetropia, o sistema óptico do olho possui características que fazem com que a luz tenda a focalizar atrás da retina quando não há acomodação suficiente. Pessoas com hipermetropia podem apresentar maior dificuldade para tarefas próximas, embora isso varie conforme a idade e a quantidade de grau. Quais são os sintomas da hipermetropia? Entre os sintomas possíveis estão: • Dificuldade para leitura; • Cansaço depois de
Dra. Karla Delalíbera atende quais convênios? Oftalmopediatra em Brasília
Quais planos de saúde a Dra. Karla Delalíbera atende em Brasília? Se você está procurando uma oftalmopediatra em Brasília que atenda seu plano de saúde, uma das primeiras dúvidas antes de marcar a consulta costuma ser: “A Dra. Karla Delalíbera atende meu convênio?” A Dra. Karla Delalíbera — CRM-DF 16497 · RQE 15529 integra o corpo clínico da Blink Oftalmologia, em Brasília, com atuação especialmente relacionada à Oftalmopediatria, Estrabismo e avaliação de questões relacionadas à função e ao processamento visual. Sua agenda possui atendimento por diferentes convênios e planos de saúde. Entre eles estão FASCAL, Saúde Caixa, SIS Senado, STF-Med, STJ, TJDFT, TST Saúde, PF Saúde, Care Plus, Omint, Petrobras, Plan Assiste e outros planos relacionados abaixo. Para confirmar seu convênio e marcar uma consulta, ligue ou entre em contato pelo WhatsApp +55 61 98133-1005. A cobertura pode variar conforme a modalidade do plano, consulta, exame ou procedimento. Por isso, é importante confirmar previamente com a equipe da Blink a cobertura e eventual necessidade de autorização. Quem é a Dra. Karla Delalíbera? A Dra. Karla Delalíbera é médica oftalmologista em Brasília. CRM-DF 16497 RQE 15529 Possui atuação especialmente voltada a: • Oftalmopediatria; • Estrabismo infantil; • Estrabismo em adultos; • Ambliopia; • Miopia infantil; • Hipermetropia; • Astigmatismo; • Avaliação da função visual; • Queixas visuais durante leitura e atividades próximas; • Processamento visual; • Avaliação relacionada à SDP; • Obstrução do canal lacrimal em bebês; • Saúde ocular infantil; • Teste do Olhinho Ampliado; • Oftalmologia Geral. Sua formação inclui graduação em Medicina, residência médica em Oftalmologia e formação específica em Estrabismo e Oftalmopediatria pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro — UFTM. Quais convênios a Dra. Karla Delalíbera atende? Confira os convênios atualmente relacionados à agenda da Dra. Karla Delalíbera na Blink Oftalmologia. Convênios com A AFEGO Convênios com B BACEN Convênios com C CAEME-GO CAESAN CAMED Care Plus CASEC — CODEVASF CASEMBRAPA — EMBRAPA CNTI CONAB Convênios com E EMBRATEL — Demais Planos EMBRATEL — PAME TELOS Convênios com F FAPES — BNDES FASCAL Convênios com G GRAVIA Convênios com L Life Empresarial Saúde Luminar Saúde Convênios com O Omint Convênios com P Petrobras PF Saúde Plan Assiste — MPF Plan Assiste — MPU Pró-Saúde — Câmara dos Deputados PROASA Convênios com R Real Grandeza Convênios com S Saúde Caixa Saúde Petrobras SERPRO SIS — Senado Federal STF-Med STJ STM — PLAS/JMU Convênios com T TJDFT — Direto TRE TRF TRT TST Saúde Convênios com U UNAFISCO Qual oftalmopediatra atende FASCAL em Brasília? A Dra. Karla Delalíbera — CRM-DF 16497 · RQE 15529 possui agenda na Blink Oftalmologia relacionada ao FASCAL. Pais e responsáveis podem entrar em contato com a clínica para verificar disponibilidade de atendimento em Oftalmopediatria e confirmar as regras do plano. Para marcar uma consulta, ligue ou chame no WhatsApp +55 61 98133-1005. Qual oftalmopediatra atende Saúde Caixa em Brasília? A Saúde Caixa está entre os convênios relacionados à agenda da Dra. Karla Delalíbera. O atendimento pode envolver avaliação oftalmológica infantil, investigação de grau, estrabismo, ambliopia e outras condições relacionadas à saúde ocular. A cobertura específica deve ser confirmada antes da consulta. Qual oftalmopediatra atende SIS Senado em Brasília? O SIS — Senado Federal está entre os planos relacionados ao atendimento da Dra. Karla na Blink Oftalmologia. Beneficiários podem entrar em contato com a equipe para confirmar disponibilidade, cobertura e eventual necessidade de autorização. A Dra. Karla atende STF-Med? Sim. O STF-Med consta na relação de convênios da agenda da Dra. Karla Delalíbera. Para confirmar o atendimento na modalidade específica do seu plano, fale com a equipe da Blink pelo +55 61 98133-1005. A Dra. Karla atende STJ? Sim. O STJ está entre os convênios relacionados à agenda da Dra. Karla. A cobertura da consulta e de eventuais exames deve ser confirmada previamente. Qual oftalmologista infantil atende TJDFT em Brasília? O TJDFT — Direto está relacionado entre os planos atendidos na agenda da Dra. Karla Delalíbera. A Dra. Karla atua em Oftalmopediatria e Estrabismo na Blink Oftalmologia. A Dra. Karla atende TST Saúde? Sim. O TST Saúde está entre os convênios relacionados à agenda da Dra. Karla. A Dra. Karla atende PF Saúde? Sim. O PF Saúde consta na relação específica de planos atendidos em sua agenda. A Dra. Karla atende Care Plus? Sim. Care Plus está entre os convênios relacionados à agenda da Dra. Karla Delalíbera. Como existem diferentes produtos e categorias dentro das operadoras, é importante confirmar a modalidade específica antes do atendimento. A Dra. Karla atende Omint? Sim. Omint consta entre os planos relacionados à agenda da Dra. Karla. A Dra. Karla atende Plan Assiste? Sim. A relação inclui: Plan Assiste — MPF e Plan Assiste — MPU. Para verificar disponibilidade de consulta, entre em contato com a Blink Oftalmologia. A Dra. Karla atende Petrobras? A relação de convênios inclui: Petrobras e Saúde Petrobras. É importante informar exatamente qual benefício ou modalidade você possui no momento do agendamento. A Dra. Karla atende Pró-Saúde da Câmara dos Deputados? Sim. O Pró-Saúde — Câmara dos Deputados está incluído entre os planos relacionados à agenda da Dra. Karla. A Dra. Karla atende BACEN? Sim. O BACEN aparece na relação de convênios atendidos na agenda. A Dra. Karla atende SERPRO? Sim. O SERPRO está entre os planos relacionados ao atendimento. A Dra. Karla atende Real Grandeza? Sim. Real Grandeza está na relação de convênios atendidos na agenda da Dra. Karla Delalíbera. A Dra. Karla atende FAPES BNDES? Sim. O FAPES — BNDES está incluído na relação específica de convênios da agenda. A Dra. Karla atende CASEMBRAPA? Sim. O CASEMBRAPA — EMBRAPA consta entre os convênios atendidos. A Dra. Karla atende CASEC CODEVASF? Sim. O CASEC — CODEVASF está incluído entre os planos relacionados à agenda. A Dra. Karla atende EMBRATEL? Sim. A lista inclui: EMBRATEL — Demais Planos e EMBRATEL — PAME TELOS. Informe a modalidade correta no momento do agendamento para que a equipe possa verificar a cobertura. Oftalmopediatra que atende convênio em Brasília A Oftalmopediatria é a área da Oftalmologia dedicada às necessidades
Dr. Fabrício Freitas atende quais convênios? Oftalmologista em Brasília
Quais planos de saúde o Dr. Fabrício Gomes de Freitas atende em Brasília? Se você está procurando um oftalmologista em Brasília que atenda seu plano de saúde, uma das primeiras dúvidas antes de marcar a consulta costuma ser: “O Dr. Fabrício Freitas atende meu convênio?” O Dr. Fabrício Gomes de Freitas — CRM-DF 34226 · RQE 25316 integra o corpo clínico da Blink Oftalmologia, em Brasília, com atuação especialmente relacionada à catarata, cirurgia de catarata, cirurgia refrativa e oftalmologia de adultos. A agenda do Dr. Fabrício possui atendimento por diferentes convênios e planos de saúde. Entre eles estão GDF Saúde, FASCAL, Saúde Caixa, SIS Senado, STF-Med, STJ, TJDFT, TST Saúde, PF Saúde, Petrobras, Plan Assiste, Care Plus, Omint e diversos outros planos. A cobertura pode variar conforme o contrato do beneficiário, tipo de consulta, exame ou procedimento. Por isso, antes do atendimento, é importante confirmar diretamente com a equipe da Blink se o seu plano está elegível para aquela consulta e se existe necessidade de autorização prévia. Quem é o Dr. Fabrício Gomes de Freitas? O Dr. Fabrício Gomes de Freitas é médico oftalmologista em Brasília. CRM-DF 34226 RQE 25316 Integra o corpo clínico da Blink Oftalmologia e possui atuação relacionada principalmente a: • Catarata; • Avaliação para cirurgia de catarata; • Cirurgia refrativa; • Miopia; • Hipermetropia; • Astigmatismo; • Lentes intraoculares; • Avaliação oftalmológica de adultos; • Lentes de contato; • Planejamento pré-operatório oftalmológico. Sua formação inclui residência médica em Oftalmologia pelo Hospital das Clínicas da UNICAMP. Quais convênios o Dr. Fabrício Freitas atende? Confira os convênios atualmente relacionados à agenda do Dr. Fabrício Gomes de Freitas na Blink Oftalmologia. Convênios com A AFEB AFEGO ANAFE Saúde Convênios com B BACEN Convênios com C CAEME-GO CAESAN CAMED Care Plus CASEC — CODEVASF CASEMBRAPA — EMBRAPA CBMDF CNTI CONAB Convênios com E EMBRATEL — Demais Planos EMBRATEL — PAME TELOS Convênios com F FAPES — BNDES FASCAL Convênios com G GDF Saúde GRAVIA Convênios com L Life Empresarial Saúde Luminar Saúde Convênios com O Omint Convênios com P Petrobras PF Saúde Plan Assiste — MPF Plan Assiste — MPU PMDF Pró-Saúde — Câmara dos Deputados PROASA Convênios com R Real Grandeza Convênios com S Saúde Caixa Saúde Petrobras SERPRO SIS — Senado Federal STF-Med STJ STM — PLAS/JMU Convênios com T TJDFT — Direto TRE TRF TRT TST Saúde Convênios com U UNAFISCO O Dr. Fabrício Freitas atende GDF Saúde? Sim. O GDF Saúde está entre os convênios relacionados à agenda do Dr. Fabrício Gomes de Freitas na Blink Oftalmologia. Pacientes beneficiários do GDF Saúde podem entrar em contato com a equipe para confirmar disponibilidade de agenda, cobertura da consulta e eventual necessidade de autorização. Tem oftalmologista que atende FASCAL em Brasília? Sim. O FASCAL está entre os planos atendidos na agenda do Dr. Fabrício Gomes de Freitas. O paciente deve confirmar com a Blink a cobertura correspondente ao seu plano e ao tipo de atendimento necessário. O Dr. Fabrício atende Saúde Caixa? Sim. Saúde Caixa faz parte da relação de convênios atendidos na agenda do Dr. Fabrício. Se você é beneficiário da Saúde Caixa e procura um oftalmologista em Brasília para avaliação de catarata, alteração de grau ou outra condição ocular, entre em contato com a Blink para verificar a cobertura específica da consulta. O Dr. Fabrício atende SIS Senado? Sim. O SIS — Senado Federal está entre os planos relacionados à agenda do Dr. Fabrício Gomes de Freitas. A Blink recomenda confirmar previamente a elegibilidade e eventual necessidade de autorização. O Dr. Fabrício atende STF-Med? Sim. O STF-Med está incluído entre os convênios da agenda do Dr. Fabrício. Beneficiários podem consultar a equipe da Blink sobre marcação, disponibilidade e cobertura do atendimento. O Dr. Fabrício atende STJ? Sim. O STJ está entre os convênios relacionados ao atendimento do Dr. Fabrício Gomes de Freitas. A cobertura específica deve ser confirmada antes da consulta. Tem oftalmologista que atende TJDFT em Brasília? Sim. O TJDFT — Direto está listado entre os planos atendidos na agenda do Dr. Fabrício Gomes de Freitas na Blink Oftalmologia. O Dr. Fabrício atende TST Saúde? Sim. O TST Saúde está entre os convênios aceitos na agenda do Dr. Fabrício. Pacientes do plano podem consultar a equipe para verificar marcação e regras específicas de autorização. O Dr. Fabrício atende PF Saúde? Sim. O PF Saúde está incluído na relação de planos atendidos pelo Dr. Fabrício Gomes de Freitas. Antes da consulta, confirme com a Blink a modalidade do plano e as condições de cobertura. O Dr. Fabrício atende Plan Assiste? Sim. A relação inclui: Plan Assiste — MPF e Plan Assiste — MPU Pacientes desses planos podem consultar disponibilidade de atendimento com o Dr. Fabrício na Blink Oftalmologia. O Dr. Fabrício atende Petrobras? Sim. A agenda relacionada ao Dr. Fabrício inclui tanto Petrobras quanto Saúde Petrobras. Como podem existir diferenças entre modalidades de benefício e cobertura, é importante informar exatamente o nome do seu plano no momento do agendamento. O Dr. Fabrício atende Care Plus? Sim. Care Plus está entre os convênios relacionados à agenda do Dr. Fabrício Gomes de Freitas. A equipe pode verificar se a modalidade específica do beneficiário possui cobertura para o atendimento desejado. O Dr. Fabrício atende Omint? Sim. Omint está entre os planos relacionados na agenda do Dr. Fabrício. A cobertura precisa ser confirmada conforme o produto e contrato do beneficiário. O Dr. Fabrício atende Pró-Saúde da Câmara dos Deputados? Sim. O Pró-Saúde — Câmara dos Deputados está incluído na relação de convênios atendidos na agenda. O Dr. Fabrício atende BACEN? Sim. O plano BACEN está entre os convênios informados para a agenda do Dr. Fabrício. O Dr. Fabrício atende CBMDF? Sim. O CBMDF aparece na relação específica de convênios atendidos pela agenda do Dr. Fabrício Gomes de Freitas. O Dr. Fabrício atende PMDF? Sim. A PMDF também consta entre os planos relacionados ao atendimento do médico. O Dr. Fabrício atende SERPRO? Sim. SERPRO está incluído na relação de convênios atendidos. O Dr. Fabrício atende Real Grandeza? Sim. Real Grandeza
Blink Oftalmologia: clínica de oftalmologia em Brasília para adultos e crianças
Blink Oftalmologia: clínica de oftalmologia em Brasília para adultos e crianças Cuidar da visão não significa apenas trocar os óculos quando o grau muda. A Oftalmologia envolve prevenção, diagnóstico, acompanhamento e tratamento de condições que podem aparecer desde os primeiros meses de vida até a terceira idade. Em Brasília, a Blink Oftalmologia reúne atendimento para adultos e crianças em diferentes áreas da saúde ocular, com presença em Águas Claras, Asa Norte e nova unidade na Asa Sul. Entre as áreas atendidas estão catarata, cirurgia refrativa, oftalmopediatria, estrabismo, plástica ocular, ceratocone, glaucoma, retina e vítreo, lentes de contato e exames oftalmológicos. A proposta é permitir que diferentes necessidades visuais sejam investigadas de maneira individualizada, direcionando cada paciente para o profissional e a avaliação mais adequados ao seu caso. Clínica de Oftalmologia em Brasília A Blink Oftalmologia é uma clínica dedicada à saúde ocular de crianças e adultos em Brasília. Ao longo de sua trajetória, a clínica informa já ter participado do cuidado oftalmológico de mais de 30 mil pacientes, reunindo atendimento clínico, exames, acompanhamento de doenças oculares e avaliação para procedimentos cirúrgicos. A Oftalmologia moderna envolve diferentes subespecialidades. Uma criança com estrabismo possui necessidades muito diferentes das de um adulto que desenvolveu catarata. Da mesma maneira, um paciente interessado em cirurgia refrativa precisa de exames e critérios diferentes daqueles utilizados para investigar glaucoma, ceratocone ou uma alteração da retina. Por isso, a organização do atendimento por áreas de atuação ajuda a direcionar cada condição de forma mais adequada. Quais tratamentos oftalmológicos a Blink Oftalmologia oferece? A Blink mantém atendimento em diferentes áreas da Oftalmologia. Entre elas estão: • Catarata; • Cirurgia refrativa; • Miopia; • Hipermetropia; • Astigmatismo; • Oftalmopediatria; • Estrabismo infantil e adulto; • Ambliopia; • Avaliação da função visual infantil; • Ceratocone; • Glaucoma; • Retina e vítreo; • Plástica ocular; • Blefaroplastia; • Ptose palpebral; • Alterações das pálpebras; • Vias lacrimais; • Lentes de contato; • Alergias e inflamações oculares; • Avaliação oftalmológica geral. A indicação de qualquer tratamento depende de diagnóstico e avaliação individual. Cirurgias oftalmológicas em Brasília Nem toda doença ocular precisa de cirurgia. Entretanto, determinados quadros podem ter indicação cirúrgica quando critérios específicos são preenchidos. Na Blink Oftalmologia, diferentes áreas do corpo clínico estão relacionadas à avaliação e ao acompanhamento de pacientes interessados ou com indicação de procedimentos oftalmológicos. Entre os principais grupos estão: • Cirurgia de catarata; • Cirurgia refrativa; • Cirurgia de estrabismo; • Blefaroplastia e procedimentos de Plástica Ocular; • Cirurgias relacionadas a determinadas alterações das pálpebras e vias lacrimais. O primeiro passo não deve ser simplesmente escolher uma cirurgia. É necessário confirmar o diagnóstico, compreender a anatomia ocular, avaliar riscos e benefícios e verificar qual estratégia é adequada para aquele paciente. Cirurgia de catarata em Brasília A catarata acontece quando o cristalino, uma lente natural localizada dentro do olho, perde progressivamente sua transparência. Isso pode produzir sintomas como: • Visão embaçada; • Perda de contraste; • Cores menos vivas; • Halos ao redor das luzes; • Sensibilidade ao brilho; • Dificuldade para dirigir à noite; • Necessidade frequente de mudar o grau dos óculos. Quando a catarata começa a comprometer significativamente a visão e as atividades do paciente, pode existir indicação de tratamento cirúrgico. Como funciona a cirurgia de catarata? Na cirurgia de catarata, o cristalino opacificado é removido e substituído por uma lente intraocular artificial. Entretanto, o planejamento começa antes da cirurgia. É necessário realizar medições do olho para calcular a lente intraocular e avaliar estruturas como córnea e retina. Também precisam ser consideradas: • Rotina do paciente; • Necessidades de visão para longe e perto; • Presença de astigmatismo; • Saúde da córnea; • Condição da retina; • Outras doenças oculares; • Expectativas em relação aos óculos. Por isso, não existe uma única lente intraocular ideal para todas as pessoas. Dr. Fabrício Gomes de Freitas e catarata Na Blink Oftalmologia, a avaliação de pacientes com catarata é uma das áreas de atuação do Dr. Fabrício Gomes de Freitas — CRM-DF 34226 · RQE 25316. Sua atuação inclui avaliação de catarata, planejamento cirúrgico e análise das opções de lentes intraoculares. O Dr. Fabrício realizou residência médica em Oftalmologia pelo Hospital das Clínicas da UNICAMP e possui atuação voltada a catarata e cirurgia refrativa. Cirurgia refrativa em Brasília A cirurgia refrativa é utilizada para corrigir determinados erros refrativos e reduzir a dependência de óculos ou lentes de contato. Entre os problemas que podem ser avaliados estão: • Miopia; • Hipermetropia; • Astigmatismo. Técnicas como LASIK e PRK utilizam laser para modificar de maneira planejada a curvatura da córnea. Entretanto, nem toda pessoa que utiliza óculos é candidata ao procedimento. Quem pode fazer cirurgia refrativa? Antes de uma cirurgia refrativa, é necessário avaliar fatores como: • Estabilidade do grau; • Espessura da córnea; • Formato e curvatura corneana; • Presença de ceratocone ou suspeita; • Superfície ocular; • Olho seco; • Retina; • Idade; • Histórico ocular; • Expectativas do paciente. Exames como topografia ou tomografia da córnea podem fazer parte do planejamento. O objetivo não é simplesmente verificar quanto de grau a pessoa possui. É determinar se o olho apresenta condições adequadas para determinado tratamento. LASIK ou PRK: qual escolher? LASIK e PRK são técnicas diferentes de cirurgia refrativa. No LASIK, é criado um flap corneano e o laser realiza a remodelação em uma camada interna da córnea. No PRK, o tratamento é realizado na superfície corneana após a remoção do epitélio. A escolha não deve ser feita apenas pela preferência do paciente ou pela técnica realizada por outra pessoa. Espessura e formato da córnea, grau, rotina e outras características precisam ser consideradas. Na Blink, o Dr. Fabrício Gomes de Freitas — CRM-DF 34226 · RQE 25316 também atua na avaliação de pacientes interessados em cirurgia refrativa. Oftalmopediatria em Brasília A saúde ocular deve ser acompanhada desde a infância. Crianças nem sempre conseguem perceber ou explicar que estão enxergando mal. Por isso, a avaliação oftalmológica infantil pode identificar condições capazes de interferir no desenvolvimento da visão. Entre elas:
Pálpebra caída ou excesso de pele? Entenda a diferença – Dr. Marcelo Paraíba
Pálpebra caída ou excesso de pele? Entenda por que nem todo caso é tratado apenas com blefaroplastia “Minha pálpebra caiu. Preciso fazer blefaroplastia?” Essa pergunta parece simples, mas pode representar situações diferentes. A pessoa pode apresentar excesso de pele na pálpebra, conhecido como dermatocálase. Pode existir queda da própria margem da pálpebra, chamada de ptose palpebral ou blefaroptose. Também pode haver queda da sobrancelha, que desloca os tecidos para baixo e cria uma aparência de pálpebra pesada. E existe ainda outra possibilidade bastante importante: apresentar mais de uma dessas alterações ao mesmo tempo. Essa diferenciação é fundamental porque os tratamentos não são necessariamente os mesmos. Antes de decidir por uma blefaroplastia, é importante descobrir qual estrutura está realmente provocando a aparência de pálpebra caída. O que é dermatocálase? Dermatocálase é o termo médico utilizado para descrever o excesso e a flacidez da pele das pálpebras. Essa alteração aparece frequentemente com o envelhecimento da região ao redor dos olhos. Ao longo dos anos, mudanças na elasticidade e na sustentação dos tecidos podem fazer com que a pele se torne mais frouxa e redundante. Na pálpebra superior, essa pele pode formar uma dobra que se projeta sobre a região dos olhos. Algumas pessoas percebem principalmente uma mudança estética e relatam que o olhar parece: • Mais cansado; • Mais pesado; • Envelhecido; • Menos aberto. Em outros pacientes, a quantidade de tecido pode ser suficiente para interferir no campo de visão superior ou lateral. O que é ptose palpebral? A ptose palpebral, também chamada de blefaroptose, é diferente do excesso de pele. Nesse caso, não estamos falando simplesmente de pele sobrando. É a margem da pálpebra superior que se encontra posicionada mais baixa do que deveria. Uma comparação ajuda a entender. Imagine o olho como uma janela. Na dermatocálase, existe uma espécie de excesso de “cortina” sobre essa janela. Na ptose, entretanto, é a própria borda da pálpebra que está mais baixa. Essa diferença modifica completamente o raciocínio sobre o tratamento. Ptose e excesso de pele são a mesma coisa? Não. Apesar de ambas poderem produzir uma aparência de “olho caído”, são alterações diferentes. Dermatocálase: excesso de pele palpebral. Ptose palpebral: queda da margem da própria pálpebra. Além disso, existe ainda a queda da sobrancelha, que também pode contribuir para uma aparência de peso na região dos olhos. O paciente pode apresentar apenas uma dessas alterações ou uma combinação delas. Então blefaroplastia não corrige necessariamente a ptose? Exatamente. A blefaroplastia é utilizada principalmente para tratar excesso de pele e, dependendo do caso, outros tecidos palpebrais. Se o problema principal estiver no mecanismo responsável por elevar a pálpebra, simplesmente retirar pele pode não elevar adequadamente a margem palpebral. Por isso, algumas pessoas podem fazer uma blefaroplastia e continuar percebendo: “Meu olho ainda parece caído.” Nesses casos, é possível que a alteração principal não fosse apenas excesso de pele. Essa é uma das razões pelas quais o diagnóstico deve vir antes da escolha do procedimento. O que faz a pálpebra subir? A movimentação da pálpebra depende de um sistema muscular e tendíneo. Um dos principais componentes é o músculo levantador da pálpebra superior e sua aponeurose. Com o envelhecimento, essa estrutura pode sofrer alongamento ou alteração de sua inserção. Essa é uma das causas da chamada ptose aponeurótica, uma forma frequente de ptose adquirida. Entretanto, existem diferentes causas para pálpebra caída. A ptose também pode estar relacionada a: • Alterações musculares; • Condições neurológicas; • Cirurgias oculares anteriores; • Traumas; • Alterações congênitas; • Envelhecimento dos tecidos. Por isso, uma pálpebra que “caiu” não deve ser avaliada apenas observando a quantidade de pele. O que é queda da sobrancelha? A posição da sobrancelha também pode mudar ao longo dos anos. Quando a sobrancelha desce, especialmente na região lateral, ela pode empurrar os tecidos em direção à pálpebra. Isso pode criar ou intensificar a aparência de excesso de pele. A queda da sobrancelha pode ocorrer isoladamente ou associada a dermatocálase e ptose palpebral. Essa diferenciação é muito importante. Se a sobrancelha estiver significativamente mais baixa, simplesmente remover pele da pálpebra pode não tratar toda a causa da sensação de peso na região. Como saber se o problema é pele, pálpebra ou sobrancelha? Durante a avaliação, diferentes estruturas precisam ser examinadas separadamente. Posição da margem da pálpebra O médico observa onde a borda da pálpebra está posicionada em relação à pupila e à córnea. Esse é um dos elementos importantes para identificar uma verdadeira ptose palpebral. Quantidade de pele Também é avaliado quanto tecido redundante existe e como esse excesso está distribuído. Função do músculo levantador O movimento da pálpebra é analisado para verificar a capacidade do mecanismo responsável por elevá-la. Posição da sobrancelha A sobrancelha precisa ser observada com a musculatura da testa relaxada. Esse detalhe é particularmente importante. Algumas pessoas passam grande parte do dia levantando inconscientemente as sobrancelhas para compensar uma sensação de peso sobre os olhos. Quando a musculatura da testa finalmente relaxa durante o exame, a verdadeira posição das sobrancelhas e pálpebras pode ficar mais evidente. Por que fico levantando a testa para enxergar? O músculo frontal é responsável por elevar as sobrancelhas. Quando existe peso palpebral ou queda da sobrancelha, algumas pessoas passam a utilizar continuamente esse músculo para tentar abrir mais a região dos olhos. Com o passar do tempo, isso pode gerar: • Linhas horizontais marcadas na testa; • Sensação de esforço; • Peso frontal; • Cansaço durante atividades visuais; • Desconforto na região da testa. Alguns pacientes realizam esse movimento de forma tão automática que nem percebem. A avaliação da região com a musculatura relaxada ajuda a identificar esse mecanismo compensatório. É possível ter excesso de pele e ptose ao mesmo tempo? Sim. As duas condições podem coexistir. Uma pessoa pode apresentar excesso de pele sobre a pálpebra e, simultaneamente, uma margem palpebral posicionada mais baixa. Também pode haver queda da sobrancelha associada. Isso significa que, em um mesmo paciente, podem existir três componentes: • Dermatocálase; • Ptose palpebral; • Queda da sobrancelha. Nesses casos,
Criança perde a linha ao ler? Entenda a insuficiência de convergência
Criança perde a linha ao ler ou fecha um olho? Pode ser insuficiência de convergência Seu filho começa a ler normalmente, mas depois de alguns minutos perde a linha, relê a mesma frase, aproxima muito o rosto do livro, reclama de dor de cabeça ou simplesmente fecha um dos olhos? Esses comportamentos podem chamar a atenção dos pais e professores, especialmente quando aparecem repetidamente durante atividades de leitura, estudo, uso de computador ou outras tarefas realizadas de perto. É importante entender que esses sintomas não possuem uma única causa. Eles podem estar relacionados a alterações de grau, atenção, linguagem, aprendizagem, acomodação, alinhamento ocular ou outras condições visuais. Uma das possibilidades que podem ser investigadas é a insuficiência de convergência. A insuficiência de convergência é uma alteração da visão binocular em que os olhos apresentam dificuldade para continuar trabalhando coordenadamente durante atividades realizadas de perto. O que os olhos fazem quando uma criança lê? Ler parece uma atividade simples, mas exige uma sequência complexa de ações do sistema visual. Quando olhamos para longe, nossos olhos permanecem relativamente paralelos. Quando aproximamos um livro, celular, caderno ou qualquer outro objeto, os dois olhos precisam realizar um pequeno movimento para dentro. Esse movimento recebe o nome de convergência. Ao mesmo tempo, os olhos também precisam: • Manter o foco na distância correta; • Movimentar-se entre palavras e linhas; • Permanecer alinhados sobre o mesmo ponto; • Trabalhar de maneira coordenada; • Enviar informações compatíveis para o cérebro. Normalmente, tudo isso acontece sem que percebamos. Quando manter os dois olhos coordenados exige esforço excessivo, porém, tarefas próximas podem provocar desconforto. O que é convergência ocular? Convergência é a capacidade de movimentar os dois olhos para dentro quando observamos alguma coisa próxima. Faça um teste simples. Olhe para algum objeto distante. Depois aproxime lentamente um dedo do seu rosto. Para continuar olhando para ele, seus dois olhos precisam girar discretamente em direção ao nariz. Esse mecanismo ajuda a manter uma única imagem do objeto. Durante uma leitura prolongada, os olhos precisam sustentar esse alinhamento repetidamente. O que é insuficiência de convergência? A insuficiência de convergência é uma alteração da função binocular em que existe dificuldade para manter os olhos trabalhando juntos durante atividades próximas. Em algumas pessoas, um dos olhos tende a se deslocar para fora quando aumenta a demanda de visão para perto. É importante destacar que os olhos podem parecer completamente alinhados quando a pessoa olha para longe. Isso ajuda a explicar por que a condição pode passar despercebida. Pais podem observar a criança conversando, brincando ou tirando fotografias sem perceber qualquer desvio. Os sintomas podem aparecer principalmente durante: • Leitura; • Escrita; • Uso do computador; • Uso prolongado de celular ou tablet; • Atividades escolares; • Tarefas detalhadas realizadas de perto. Quais são os sintomas da insuficiência de convergência? Os sintomas variam bastante. Nem toda criança apresenta todas as manifestações. Entre as queixas descritas em pacientes com insuficiência de convergência estão: • Visão dupla durante atividades próximas; • Dor de cabeça depois de ler; • Cansaço ocular; • Ardência ou desconforto nos olhos; • Visão borrada depois de algum tempo; • Sensação de que as palavras se movimentam; • Dificuldade para manter a atenção em tarefas próximas; • Necessidade de semicerrar os olhos; • Fechar um dos olhos durante a leitura; • Evitar atividades prolongadas de perto. Algumas crianças não conseguem explicar claramente o desconforto. Em vez de dizer “estou vendo duas imagens”, podem simplesmente abandonar o livro, esfregar os olhos ou pedir para fazer outra atividade. Criança que perde a linha ao ler pode ter problema de visão? Pode existir um componente visual, mas perder a linha durante a leitura não permite diagnosticar insuficiência de convergência. Esse comportamento também pode acontecer por diferentes razões, como: • Atenção; • Fluência de leitura; • Linguagem; • Dificuldade de aprendizagem; • Cansaço; • Falta de prática; • Erro refrativo; • Alterações da função binocular. Por isso, o diagnóstico não é baseado apenas no relato de que a criança “pula linhas”. É necessário realizar medidas clínicas específicas. Por que a criança fecha um olho para ler? Quando os dois olhos não conseguem trabalhar confortavelmente juntos, o cérebro pode receber duas imagens que apresentam dificuldade para serem combinadas. Fechar um dos olhos elimina temporariamente essa necessidade de integração binocular. Algumas crianças descobrem espontaneamente que conseguem continuar a tarefa dessa maneira. Esse comportamento pode aparecer durante: • Leitura; • Computador; • Videogame; • Uso do celular; • Atividades escolares. Entretanto, fechar um olho também pode acontecer por outras razões. Por isso, esse sinal merece ser relatado durante a consulta, mas não deve ser interpretado isoladamente como diagnóstico. Insuficiência de convergência pode causar visão dupla? Sim. A visão dupla, chamada de diplopia, pode ocorrer quando os dois olhos deixam de permanecer adequadamente alinhados sobre o mesmo alvo. Uma criança pode perceber duas imagens separadas ou simplesmente sentir que a leitura fica desconfortável. Nem toda criança consegue descrever a diplopia. Algumas dizem que: “as palavras estão se mexendo”; “as letras ficam estranhas”; “o texto embaralha”; ou “minha visão fica ruim depois de ler”. Esses relatos ajudam o oftalmologista a compreender o que está acontecendo. Insuficiência de convergência pode causar dor de cabeça? Pode estar associada a dor de cabeça, especialmente durante ou depois de atividades prolongadas de perto. A criança precisa realizar esforço para manter os olhos trabalhando juntos, e isso pode contribuir para sintomas de fadiga visual. Entretanto, nem toda dor de cabeça infantil tem origem ocular. Cefaleia possui inúmeras causas. Quando é frequente, intensa, apresenta sinais de alerta ou não possui relação clara com tarefas visuais, outras avaliações médicas podem ser necessárias. O oftalmologista investiga se existe algum componente ocular envolvido. A insuficiência de convergência pode atrapalhar a leitura? Ela pode tornar a atividade de perto mais desconfortável. Uma pessoa que apresenta visão borrada, cansaço ocular ou dificuldade para manter os olhos coordenados pode ter maior dificuldade para sustentar tarefas como leitura, escrita e digitação. Um estudo publicado em 2026 comparou jovens adultos com insuficiência de
Síndrome de Deficiência Postural (SDP): sintomas, visão e avaliação em Brasília – Dra. Karla Delalíbera
Síndrome de Deficiência Postural (SDP): o que é e qual a relação com a visão? Uma criança lê uma linha e, de repente, perde o ponto onde estava. Outra relata cansaço ou dor de cabeça depois de estudar. Algumas parecem se inclinar demais sobre o caderno, apresentam dificuldade para manter uma postura confortável ou relatam que as palavras parecem difíceis de acompanhar durante a leitura. Esses sintomas podem possuir muitas causas diferentes e precisam ser investigados individualmente. Em alguns pacientes, uma das condições consideradas durante essa investigação é a Síndrome de Deficiência Postural (SDP). A SDP é descrita na literatura como uma condição relacionada a alterações na integração das informações envolvidas no controle postural e na orientação espacial, incluindo informações proprioceptivas e visuais. Na Blink Oftalmologia, em Brasília, a Dra. Karla Delalíbera, oftalmologista com atuação em oftalmopediatria, estrabismo, Processamento Visual e avaliação de pacientes com suspeita de Síndrome de Deficiência Postural, realiza investigação oftalmológica individualizada desses casos. O objetivo não é atribuir automaticamente dificuldades escolares ou de leitura à visão. É avaliar como o sistema visual está funcionando e se existem alterações oftalmológicas ou visuomotoras que precisam ser identificadas e tratadas. O que é Síndrome de Deficiência Postural? A Síndrome de Deficiência Postural, também encontrada na literatura internacional como Postural Deficiency Syndrome ou Syndrome de Déficience Posturale, começou a ser descrita em estudos envolvendo postura, propriocepção e função visual. O conceito parte da integração entre diferentes sistemas responsáveis por informar ao cérebro: onde o corpo está no espaço; como a cabeça está posicionada; qual é a posição dos membros; para onde os olhos estão direcionados; como as informações visuais e proprioceptivas são combinadas; e como o organismo ajusta postura e movimento. A propriocepção é justamente o sistema que fornece informações sobre a posição e o movimento do corpo. Um dos trabalhos clássicos publicados sobre SDP em oftalmologia descreveu alterações envolvendo equilíbrio ocular e postural, propriocepção e processamento de determinadas informações visuais. (pubmed.ncbi.nlm.nih.gov) Desde então, diferentes pesquisadores passaram a estudar as relações entre visão, postura, propriocepção e controle sensório-motor. Qual é a relação entre visão e postura? A visão não funciona isoladamente. Para manter equilíbrio, orientar o corpo e realizar movimentos precisos, o cérebro integra informações provenientes de diferentes sistemas. Entre eles estão: sistema visual; sistema vestibular; propriocepção; músculos e articulações; movimentos da cabeça; movimentos oculares. Quando caminhamos, mudamos o olhar, inclinamos a cabeça ou acompanhamos um texto, diferentes informações sensoriais precisam ser combinadas rapidamente. Pesquisas experimentais demonstram que visão, tato e propriocepção contribuem conjuntamente para a representação espacial e para o controle do movimento. Por isso, investigar determinados sintomas pode exigir uma análise mais ampla do que simplesmente perguntar se uma pessoa “enxerga 20/20”. O que a pessoa com SDP pode sentir? A apresentação clínica pode variar bastante. Entre os sintomas descritos em trabalhos sobre Síndrome de Deficiência Postural estão alterações relacionadas a: Visão cansaço visual; dificuldade para manter determinadas tarefas próximas; sensação de instabilidade visual; desconforto durante leitura prolongada; alterações relacionadas à convergência; dificuldades de localização espacial. Postura assimetrias posturais; desconforto em determinadas posições; necessidade frequente de mudar a posição do corpo; alterações na movimentação da cabeça; sensação de desequilíbrio em determinados pacientes. Propriocepção Alguns pacientes podem apresentar alterações relacionadas à percepção da posição corporal e organização espacial. É importante, entretanto, compreender que esses sintomas não são exclusivos da SDP. Dor de cabeça, dificuldade de concentração, desconforto durante leitura e alterações posturais podem ter inúmeras causas. Por isso, sintomas isolados não estabelecem o diagnóstico. Crianças podem apresentar Síndrome de Deficiência Postural? A SDP também tem sido estudada em crianças, principalmente no contexto de alterações proprioceptivas, postura e dificuldades relacionadas à leitura. Um estudo publicado no Journal Français d’Ophtalmologie avaliou 60 crianças com dificuldade de leitura e investigou sinais proprioceptivos e posturais associados à SDP. Os autores encontraram sinais clínicos compatíveis com alterações proprioceptivas no grupo estudado. (pubmed.ncbi.nlm.nih.gov) Isso, entretanto, precisa ser interpretado corretamente. Uma criança ter dificuldade para ler não significa que ela tenha SDP. Da mesma forma, a presença de uma alteração visual não significa que a criança tenha dislexia. São diagnósticos diferentes. SDP é a mesma coisa que dislexia? Não. Essa diferenciação é extremamente importante. A dislexia é considerada predominantemente um transtorno neurobiológico relacionado ao processamento da linguagem, especialmente à habilidade de relacionar os sons da fala com os símbolos escritos. Problemas visuais podem coexistir com dificuldades escolares e podem tornar determinadas tarefas mais desconfortáveis. Mas isso não significa que problemas oculares sejam a causa da dislexia. Um documento conjunto da American Academy of Pediatrics, American Academy of Ophthalmology, American Association for Pediatric Ophthalmology and Strabismus e American Association of Certified Orthoptists afirma que problemas de visão podem interferir no aprendizado, mas não constituem a causa da dislexia primária. (pubmed.ncbi.nlm.nih.gov) Por isso, uma avaliação de SDP ou de Processamento Visual não substitui avaliação neuropsicológica, pedagógica, fonoaudiológica ou de outros profissionais quando elas forem necessárias. Então por que avaliar a visão de uma criança com dificuldade de leitura? Porque uma criança pode apresentar mais de uma condição ao mesmo tempo. Imagine uma criança com dificuldade de leitura que também tenha: grau não corrigido; estrabismo; alteração de convergência; dificuldade acomodativa; olho seco; ambliopia; outra alteração oftalmológica. Essas condições não causam necessariamente a dislexia, mas podem acrescentar desconforto ou dificuldade visual durante tarefas escolares. Por isso, uma avaliação oftalmológica pode ajudar a determinar se existe algum problema visual tratável coexistindo com a dificuldade de aprendizagem. Quais sinais durante a leitura podem justificar uma avaliação? Alguns comportamentos podem chamar a atenção dos pais ou professores, por exemplo: queixas recorrentes de cansaço visual; dores de cabeça relacionadas às atividades próximas; necessidade frequente de interromper a leitura; visão embaçada durante determinadas tarefas; dificuldade persistente para manter conforto durante leitura; aproximação excessiva do material; queixas de visão dupla; desconforto ao acompanhar linhas; postura muito assimétrica durante estudo; dificuldade para manter foco visual por períodos prolongados. Esses sintomas não diagnosticam SDP. Eles indicam apenas que uma avaliação pode ser apropriada. A criança pode enxergar bem no teste tradicional e ainda ter queixas? Sim. Um
Pálpebra caída em criança: quando a ptose precisa de atenção? – Blink Oftalmologia
Pálpebra caída em criança: quando a ptose pode afetar a visão? Uma das pálpebras do bebê parece mais baixa que a outra. Nas fotografias, um dos olhos parece menor. Conforme a criança cresce, os pais percebem que ela levanta as sobrancelhas ou até inclina a cabeça para trás para conseguir enxergar melhor. Esses sinais podem estar relacionados à ptose palpebral infantil. A ptose ocorre quando uma ou ambas as pálpebras superiores permanecem em uma posição mais baixa do que o esperado. Em uma criança, porém, existe uma preocupação que vai além da aparência: a visão ainda está em desenvolvimento. Quando uma pálpebra interfere na qualidade da imagem que chega ao olho durante os primeiros anos de vida, pode haver impacto no desenvolvimento visual e risco de ambliopia, popularmente conhecida como “olho preguiçoso”. Uma revisão sistemática e meta-análise envolvendo 24 estudos e 2.589 pacientes com ptose congênita encontrou frequências relevantes de ambliopia, estrabismo e erros refrativos nessa população, reforçando a importância da avaliação e do acompanhamento oftalmológico precoce. Por isso, uma pálpebra caída durante a infância não deve ser considerada apenas uma questão estética. O que é ptose infantil? Ptose palpebral é o nome médico utilizado quando a pálpebra superior fica mais baixa que sua posição habitual. A alteração pode ocorrer: em apenas um olho; nos dois olhos; desde o nascimento; nos primeiros meses de vida; ou surgir posteriormente. Quando está presente desde o nascimento ou aparece muito cedo, pode ser chamada de ptose congênita. Sua intensidade também varia. Em algumas crianças, existe apenas uma discreta diferença entre as pálpebras. Em outras, a pálpebra pode cobrir parte importante da pupila e interferir diretamente no eixo visual. Por que uma criança pode nascer com a pálpebra caída? Na forma congênita mais comum, existe desenvolvimento inadequado do músculo levantador da pálpebra superior, estrutura responsável por elevar a pálpebra. Isso reduz a capacidade do músculo de levantar a pálpebra normalmente. Entretanto, nem toda ptose infantil tem exatamente a mesma causa. A ptose também pode estar relacionada a determinadas alterações: neurológicas; neuromusculares; orbitárias; síndromes congênitas; alterações do desenvolvimento. Uma revisão sobre ptose congênita ressalta que a condição pode ocorrer isoladamente ou fazer parte de diferentes doenças oculares ou sistêmicas. Por isso, a avaliação não deve se limitar a observar quanto a pálpebra está caída. É necessário examinar a função visual e procurar outros sinais associados. Ptose infantil é apenas estética? Não necessariamente. Uma ptose discreta que não interfere na visão pode representar principalmente uma diferença estética. Mas, em outras crianças, a pálpebra caída pode estar associada a: ambliopia; astigmatismo; anisometropia, ou diferença de grau entre os olhos; estrabismo; posição anormal da cabeça; bloqueio parcial ou completo do eixo visual. Uma meta-análise publicada na Scientific Reports analisou 24 estudos sobre ptose congênita e encontrou prevalência combinada de aproximadamente 22,7% para ambliopia, 22,2% para astigmatismo, 19,6% para estrabismo e 17,3% para anisometropia. Os próprios autores ressaltam que houve heterogeneidade significativa entre os estudos, portanto esses números não devem ser interpretados como risco individual para toda criança. O principal ponto é que crianças com ptose congênita apresentam alterações visuais em frequência suficientemente relevante para justificar acompanhamento oftalmológico. O que é ambliopia? A ambliopia é uma alteração no desenvolvimento da visão durante a infância. Durante os primeiros anos de vida, o cérebro aprende progressivamente a processar as informações recebidas pelos olhos. Para que esse desenvolvimento aconteça adequadamente, cada olho precisa oferecer uma imagem suficientemente nítida e utilizável ao cérebro. Quando um dos olhos fornece persistentemente uma imagem de qualidade inferior, o sistema visual pode passar a utilizá-lo menos. O resultado pode ser uma redução do desenvolvimento da visão daquele olho. Isso é diferente de simplesmente existir uma lesão visível no olho. O problema envolve a forma como o sistema visual se desenvolveu. Como uma pálpebra caída pode causar ambliopia? Existem diferentes mecanismos. A pálpebra pode bloquear o eixo visual Nos casos mais importantes, a pálpebra pode cobrir a região pupilar. Se isso impede que uma imagem adequada alcance a retina durante o período crítico do desenvolvimento visual, pode ocorrer ambliopia por privação. Um estudo longitudinal com crianças que apresentavam ptose congênita moderada ou grave identificou ambliopia em 18% das crianças avaliadas, incluindo casos relacionados diretamente à privação visual. A ptose pode estar associada a erro refrativo Outro mecanismo importante envolve alterações de grau. A ptose congênita está associada a maior frequência de: astigmatismo; anisometropia; miopia; outros erros refrativos. Essas alterações podem produzir imagens diferentes entre os dois olhos. Se a diferença não for identificada e corrigida durante a infância, pode ocorrer ambliopia. Em um estudo com 92 pacientes com ptose congênita, 23,9% apresentaram ambliopia. Em quase todos os casos, havia associação com anisometropia ou estrabismo. Algumas dessas alterações surgiram progressivamente durante o acompanhamento. Esse achado reforça um ponto importante: uma criança pode precisar continuar sendo acompanhada mesmo quando inicialmente enxerga bem. Ptose infantil pode causar astigmatismo? A ptose congênita pode estar associada ao desenvolvimento de astigmatismo. Uma das hipóteses estudadas é que a pressão exercida pela pálpebra sobre a córnea possa modificar sua curvatura. A meta-análise sobre ptose congênita encontrou astigmatismo em uma proporção significativa dos pacientes estudados e descreve pesquisas que relacionam tensão palpebral e alterações da curvatura da córnea ao desenvolvimento desse erro refrativo. Por isso, avaliar apenas a altura da pálpebra não é suficiente. Também é importante verificar: refração; presença de astigmatismo; diferença de grau entre os olhos; acuidade visual; alinhamento ocular. Em alguns casos, o tratamento inicialmente necessário pode ser simplesmente a correção óptica com óculos, associada ao acompanhamento da ptose. Meu filho levanta o queixo para enxergar. Isso importa? Sim. Algumas crianças com ptose mais acentuada desenvolvem espontaneamente uma posição compensatória. Elas levantam o queixo ou inclinam a cabeça para trás para conseguir enxergar pela abertura abaixo da pálpebra. Também podem contrair constantemente a musculatura da testa e elevar as sobrancelhas. Esse comportamento pode ser um sinal de que a criança está tentando compensar uma limitação do campo visual. Para os pais, fotografias e vídeos feitos no cotidiano podem ajudar bastante na consulta,
O grau pode voltar depois da cirurgia refrativa? Entenda com a Blink Oftalmologia
O grau pode voltar depois da cirurgia refrativa? Uma pessoa realiza uma cirurgia refrativa, como LASIK ou PRK, passa a enxergar muito melhor sem os óculos e, algum tempo depois, percebe que a visão já não parece tão nítida quanto antes. A dúvida costuma surgir rapidamente: “Meu grau voltou?” Isso pode acontecer em alguns pacientes, mas nem toda mudança visual depois de uma cirurgia refrativa significa que o grau realmente retornou. Existem diferentes possibilidades. Pode permanecer algum erro refrativo residual depois do procedimento. Pode ocorrer uma regressão refrativa ao longo do tempo. Também podem surgir outras alterações capazes de modificar a visão, como: olho seco; alterações da córnea; presbiopia; catarata; doenças da retina; mudanças naturais relacionadas ao envelhecimento ocular. Por isso, antes de pensar em um novo procedimento ou em um “retoque”, é necessário descobrir o que realmente está causando a mudança da visão. A literatura científica reconhece a regressão refrativa como um fenômeno possível após procedimentos como LASIK, embora os mecanismos, intensidade e evolução variem entre os pacientes. Cirurgia refrativa zera o grau para sempre? Essa é uma das dúvidas mais comuns entre pacientes interessados em cirurgia refrativa. LASIK, PRK e outras técnicas de correção visual a laser podem reduzir significativamente a miopia, hipermetropia e o astigmatismo em pacientes adequadamente selecionados. Entretanto, não é correto afirmar que uma cirurgia refrativa garante “grau zero para sempre”. Esses procedimentos modificam principalmente a curvatura e o poder refrativo da córnea para melhorar a forma como a luz é focalizada no olho. Mas o olho continua sendo um órgão vivo. Ele continua passando por processos de: cicatrização; remodelação corneana; envelhecimento; mudanças no cristalino; alterações da superfície ocular; eventuais mudanças refrativas ao longo da vida. Além disso, mesmo após um procedimento tecnicamente adequado pode permanecer algum grau residual. Portanto, o objetivo da cirurgia refrativa é reduzir a dependência de óculos ou lentes de contato, dentro das possibilidades e características de cada paciente, e não impedir biologicamente qualquer mudança futura do olho. O que significa regressão refrativa? A regressão refrativa acontece quando parte do efeito refrativo obtido após a cirurgia diminui com o passar do tempo. Imagine uma pessoa que apresentava miopia antes do procedimento. Após a cirurgia refrativa, ela passa a enxergar bem de longe. Anos depois, entretanto, surge novamente algum componente de miopia. Esse fenômeno pode ser classificado como regressão refrativa quando a mudança está efetivamente relacionada ao sistema refrativo tratado. Uma revisão publicada na Clinical & Experimental Ophthalmology destaca que a regressão após LASIK é um fenômeno bem documentado e pode estar relacionada a diferentes mecanismos corneanos e oculares. Entre os mecanismos estudados estão: alterações do epitélio da córnea; remodelamento do estroma; respostas celulares à ablação; fatores biomecânicos; mudanças no comprimento axial do olho; características do erro refrativo original. Uma revisão específica sobre os mecanismos de regressão após cirurgia refrativa destaca justamente alterações epiteliais e estromais como possíveis participantes nesse processo. Quem possui maior chance de apresentar regressão? Não existe um único fator responsável. As características individuais do olho, o grau tratado e outros aspectos do planejamento podem influenciar. A revisão da American Academy of Ophthalmology disponível na EyeWiki descreve entre os fatores associados à regressão após LASIK: erros refrativos pré-operatórios mais elevados; determinadas características da curvatura da córnea; características do leito estromal residual; tamanho e relação da zona óptica; fatores individuais do paciente. Em geral, graus mais elevados podem apresentar comportamento diferente dos graus mais baixos ao longo do acompanhamento. Isso não significa que uma pessoa com miopia alta necessariamente terá regressão. São fatores que ajudam o oftalmologista a compreender risco, planejamento e prognóstico. Em quanto tempo a visão estabiliza depois da cirurgia refrativa? A recuperação visual não deve ser interpretada como um evento instantâneo e definitivo. Principalmente nos primeiros meses, é possível ocorrer alguma oscilação visual. A U.S. Food and Drug Administration — FDA — informa que a visão pode flutuar durante os primeiros meses após LASIK e que pode levar aproximadamente três a seis meses para estabilizar. O tempo exato varia de acordo com diferentes fatores, como: técnica utilizada; quantidade de grau corrigida; características da córnea; cicatrização; condição da superfície ocular; características individuais do paciente. Por isso, perceber determinada medida refrativa logo após o procedimento não significa automaticamente que aquele será o resultado definitivo. O acompanhamento pós-operatório é importante justamente para observar a evolução da cicatrização e a estabilidade da visão. Toda visão embaçada depois da cirurgia refrativa significa que o grau voltou? Não. Esse é um dos pontos mais importantes para quem já realizou LASIK, PRK ou outra cirurgia refrativa. A visão pode ficar embaçada ou oscilante por diferentes razões sem que tenha ocorrido uma regressão verdadeira do grau. Por isso, apenas medir uma nova refração não necessariamente encerra a investigação. Olho seco pode deixar a visão embaçada depois do LASIK? Sim. A superfície ocular exerce papel importante na qualidade da imagem que chega ao olho. Quando o filme lacrimal está instável, a qualidade visual também pode oscilar. Alguns pacientes descrevem situações como: “Eu pisco e parece que a visão melhora por alguns segundos, depois volta a embaçar.” Esse tipo de relato pode estar relacionado à superfície ocular. O olho seco é uma alteração conhecida após procedimentos refrativos, especialmente LASIK. Uma revisão publicada no Investigative Ophthalmology & Visual Science descreve redução do tempo de ruptura lacrimal, alteração da sensibilidade corneana e diminuição da acuidade visual funcional entre os achados associados ao olho seco pós-LASIK. Outra revisão científica também destaca que o LASIK pode provocar ou agravar alterações de superfície ocular e produção lacrimal em determinados pacientes. Portanto, antes de concluir que o grau voltou, é importante verificar como está a superfície ocular. Alterações da córnea também podem modificar a visão? Sim. Como a cirurgia refrativa atua diretamente sobre a córnea, mudanças inesperadas da visão devem ser investigadas cuidadosamente. O oftalmologista pode avaliar: curvatura corneana; regularidade da córnea; espessura; topografia; tomografia; estabilidade do tratamento realizado anteriormente. Em casos selecionados, é necessário excluir alterações corneanas mais importantes antes de considerar qualquer novo tratamento. A American Academy of Ophthalmology recomenda
Catarata pode voltar depois da cirurgia? Entenda a “catarata secundária”
A catarata pode voltar depois da cirurgia? Entenda por que a visão pode embaçar novamente Você fez uma cirurgia de catarata, voltou a enxergar melhor e, meses ou até anos depois, percebeu que a visão começou novamente a ficar embaçada. É comum surgir a dúvida: “Minha catarata voltou?” Na maioria das vezes, quando o problema é aquilo que popularmente ficou conhecido como “catarata secundária”, a catarata propriamente dita não voltou. Durante a cirurgia de catarata, o cristalino natural que perdeu sua transparência é removido e, normalmente, substituído por uma lente intraocular artificial. Depois que o cristalino com catarata foi retirado, ele não pode simplesmente desenvolver uma nova catarata. O que pode acontecer algum tempo depois é a perda de transparência de uma estrutura que permanece dentro do olho: a cápsula posterior do cristalino. Essa condição recebe o nome médico de opacificação da cápsula posterior, também conhecida pela sigla OCP ou, em inglês, PCO (posterior capsule opacification). A OCP é reconhecida como uma das complicações tardias mais comuns após a cirurgia de catarata e pode causar redução progressiva da qualidade da visão. O cristalino retirado pode formar catarata novamente? Não. A catarata ocorre quando o cristalino natural do olho perde sua transparência. Na cirurgia de catarata, esse cristalino opacificado é removido. Em seu lugar, geralmente é implantada uma lente intraocular artificial. Por esse motivo, tecnicamente, a catarata que foi retirada não “cresce novamente”. O que pode ocorrer é uma opacificação da cápsula localizada posteriormente à lente intraocular. O National Eye Institute explica que a chamada catarata secundária pode surgir semanas, meses ou até anos após a cirurgia de catarata. O que fica dentro do olho depois da cirurgia de catarata? Para entender a chamada catarata secundária, é importante conhecer um detalhe da cirurgia. O cristalino natural fica envolvido por uma membrana fina e transparente, chamada cápsula do cristalino. Durante a cirurgia moderna de catarata, o conteúdo opacificado do cristalino é removido, mas parte dessa cápsula é preservada. Essa estrutura ajuda a oferecer suporte para a implantação e o posicionamento da lente intraocular. Com o passar do tempo, entretanto, células epiteliais remanescentes do cristalino podem migrar e proliferar sobre a cápsula posterior. Esse processo pode causar alterações na transparência da cápsula e dificultar novamente a passagem adequada da luz até a retina. Estudos sobre a fisiopatologia da OCP apontam justamente a proliferação, migração e transformação dessas células como mecanismos centrais para seu desenvolvimento. O que é a chamada catarata secundária? O termo “catarata secundária” é popular, mas não é o mais preciso do ponto de vista médico. O nome adequado é: opacificação da cápsula posterior. Na catarata original, a opacidade está localizada no cristalino natural. Na OCP, o cristalino já foi removido. A alteração acontece principalmente na cápsula que permaneceu atrás da lente intraocular. Os sintomas, entretanto, podem ser semelhantes aos percebidos antes da primeira cirurgia, razão pela qual muitos pacientes acreditam que a catarata “voltou”. Revisões científicas descrevem a opacificação da cápsula posterior como uma das complicações pós-operatórias mais frequentes da cirurgia de catarata. Por que a cápsula posterior fica opaca? Mesmo após a retirada do cristalino, algumas células podem permanecer dentro do saco capsular. Essas células podem: proliferar; migrar pela cápsula; sofrer modificações celulares; produzir material extracelular; formar alterações fibróticas ou outras irregularidades capazes de interferir na passagem da luz. O mecanismo é complexo e vem sendo estudado há décadas. Uma revisão publicada sobre a fisiopatologia da OCP descreve a participação da proliferação e migração das células epiteliais residuais do cristalino, transformação epitélio-mesenquimal, produção de colágeno e formação de novas fibras semelhantes às do cristalino. Isso explica por que a condição pode se desenvolver mesmo depois de uma cirurgia inicialmente bem-sucedida. Quais são os sintomas da catarata secundária? Os sintomas variam conforme a intensidade e a localização da opacificação. O paciente pode perceber: visão embaçada ou nebulosa; redução progressiva da nitidez; redução da sensibilidade ao contraste; maior dificuldade para enxergar em ambientes muito iluminados; ofuscamento; halos ao redor das luzes; piora da visão noturna; dificuldade para dirigir; dificuldade para ler ou executar atividades que haviam melhorado depois da cirurgia. Uma revisão Cochrane sobre OCP descreve entre as manifestações principais a redução da acuidade visual, visão turva e diminuição da sensibilidade ao contraste. Um relato bastante típico é: “Depois da cirurgia eu enxergava muito bem, mas agora parece que existe uma névoa na minha visão.” Esse tipo de relato pode levantar a suspeita de opacificação da cápsula posterior. Entretanto, os sintomas isoladamente não confirmam o diagnóstico. Quanto tempo depois da cirurgia a catarata secundária pode aparecer? Não existe um prazo único. A opacificação da cápsula posterior pode surgir: semanas, meses ou anos depois da cirurgia de catarata. O National Eye Institute utiliza justamente esse intervalo amplo ao orientar pacientes sobre a condição. Um grande estudo baseado no banco de dados do Royal College of Ophthalmologists avaliou mais de 500 mil cirurgias de catarata e mostrou que a ocorrência da OCP aumenta ao longo do acompanhamento, embora os índices variem de acordo com características do paciente, técnica cirúrgica e lente utilizada. Portanto, mesmo uma pessoa operada há vários anos pode desenvolver opacificação capsular. Isso não significa, porém, que toda piora visual tardia seja causada por esse problema. Toda visão embaçada depois da cirurgia de catarata é catarata secundária? Não. Esse é um dos pontos mais importantes. Uma pessoa que realizou cirurgia de catarata continua podendo desenvolver outras condições capazes de reduzir sua visão ao longo da vida. Entre as possibilidades estão alterações relacionadas a: córnea; superfície ocular; retina; mácula; nervo óptico; pressão intraocular; glaucoma; alterações refrativas; lente intraocular; outras doenças oculares. Por isso, perceber visão embaçada depois de uma cirurgia de catarata não significa automaticamente que seja necessário fazer laser. A sequência correta é: sintoma → avaliação oftalmológica → diagnóstico → definição do tratamento. Como saber se é cápsula opaca ou outro problema? O diagnóstico é realizado por meio da avaliação oftalmológica. Durante a consulta, o médico pode examinar a lente intraocular, a cápsula posterior e outras estruturas do olho. Dependendo